quinta-feira, 28 de abril de 2011

história

no tempo em que Ana levantava e sorria
no tempo em que João falava e se despendia as ideias adormecidas
no tempo onde quem sonhava ainda não podia esquecer
o sonho se fazia lembrar como sujeito
a noite, senário perfeito pro ouvir o que os mais velhos e as pessoas contavam
era hora de dormir
o galo ainda cantava
o sol despertava em sua máxima energia
era tempo de eu e de todos pra toda existência
recebíamos de Deus o que hoje recebemos dos homens
o nosso labutar e o nosso fazer nos garantia o viver e nos surpreendíamos em muitos excedentes
nascendo a nossa  fé
foi-se, esse tempo morto
e nem mais sonhamos
nos fazemos de vaidades e delas nos realizamos
criamos uma ideia da falsa felicidade
e por ela suprimimos toda humanidade
pra o ostenta de uma minoria
que compra a nossa exploração
e que por fim alienou-se
a nossa verdadeira humanidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário